No dia do Pai
Antes de encontrar o poema (que mais abaixo reproduzo), encontrei estoutro, em boa hora, que aqui deixo, e que na família facilmente se perceberá porquê: Coimbra… a “cabra”… o Mondego… o comboio… Abrantes…
E desde já recomendo a visita ao blogue do seu autor, que saúdo agradecendo o poema oportuno:
UM BREVE ADEUS
Parto! Da minha Coimbra ao anoitecer
Talvez a “cabra” dê uma badalada
Que imagem tão linda de se ver
A alta universitária iluminada
Ou a luz que serve de guia
Naquele templo de sabedoriaNo Mondego, correm abundantes águas
Que inundam todos os seu recantos
Quem sabe se de velho estudante são mágoas
Ou lágrimas de D. Pedro nos seus prantosHá notas que uma guitarra entoa
Espelhada em sonhos de uma mocidade
Tocando na Utopia que por ali voa
Palavras de versos na eternidadeMas na noite, a cidade esvai-se por fim
Na noite, da sua própria imensidão
Deixa muita, mas muita saudade em mim
Para sempre, gravada no coraçãoCoimbra, 6 de Abril 2006
Rui Lopes
(texto escrito no combóio de Coimbra para Abrantes)
O salgueiro à borda d’água
Dá-lhe o vento, balanceia
Quem tem seus amores na terra
Pela porta lhe passeiaO salgueiro à borda d’água
Perguntou ao amieiro
Qual dos amores é mais firme
O segundo ou o primeiroUm abracinho, bem apertado
Para quem ama não é pecado
Não é pecado, não é, não,não
Um abracinho do coração
