Quando os cãe voam
A notíca que fui buscar à última edição do Courier Internacional faz-me lembrar o artigo que li há cerca de 35 anos, que dizia que a alimentação de um cão nos E.U.A. daria para alimentar à volta de 25 pessoas do 3.º mundo.
A minha formação profissional, que me alerta para a realidade das memórias reconstruídas, faz-me, por vezes, interrogar-me se estas velhas memórias são mesmo verdadeiras, ou são das tais “reconstruídas”. Pela notícia que agora reproduzo, parece mesmo que não. Infelizmente.
Para quando o verdadeiro empenho de governantes e decisiores políticos e poderosos económicos para reduzir este abismal fosso de desenvolvimento e de condição humana básica?
Mandar o Bobi para o porão? Nem pensar isso!
Nos EUA, a companhia Pet Airways transporta o seu animal de estimação em cabinas climatizadas. “Imaginem só”, escreve THE NEW YORK TIMES. “Compartimentos individuais, muito espaçopara esticar as pernas, pessoal de bordo, um salão reservado, acompanhamento durante o registo de embarque, passeios antes de subir a bordo. É verdade que uma ida simples Nova Iorque/Los Angeles demora cerca de 24 horas, masinclui jantar, sessões de brincadeira e uma noite em Chicago. Não lhes fazem discursos sobre segurança nem passam filmes: há apenas o luxo de o passageiro se poder entregar aos seus sonhos de cão, na sua cabina privada”. A Pet Airways serve as cidades de Nova Iprque, Washington, Chicago, Denver e Los Angeles.Um bilhete só de ida custa entre 105 e 210 euros. (Courrier Internacional, Setembro 2009, n.º 163, p. 112)
