Sunday, November 2, 2008

Direito a ter opinião, mesmo que uns mais do que outros

A edição do dia 31 de Outubro do Correio da Manhã, na sexta-feira passada, trazia, na última página uma pequena notícia, que dizia assim:

“Sousa Tavares - Direito a ter opinião: Miguel Sousa Tavares repudiou ontem as ameaças de agressão dos estivadores do porto de Lisboa e defendeu “o direito a ter opinião” e a poder “passear livremente no espaço público”.
Concordo inteiramente com Miguel Sousa Tavares.
E mais! Gostaria de ter as mesmas oportunidades que ele tem de poder expressar as suas opiniões pessoais nas televisões, nos jornais e nas rádios.
E mais! Gostaria que o cidadão português, em geral, tivesse as mesmas oportunidades que ele tem de expressar as suas opiniões pesoais nas televisões, nos jornais e nas rádios.
A ele - tanto quanto sei - até pagam (condição pessoal e profissional perfeitamente legítima… o que vem depois é a ética, essa coisa que deveria valer alguma… coisa) para que ele expresse opiniões pessoais em alguns meios de comunicação social, como, por exemplo, quando ele foi ao telejornal principal da noite da TVI dar a sua opinião sobre a formação dos professores que envolve o já célebre computador “Magalhães” e os professores filmados a cantá-lo. Até me pareceu ouvi-lo dizer que nunca, a não ser talvez uma vez, excepcionalmente, tinha feito formação!… Mas ele ali estava, a emitir a sua opinião pessoal.
É verdade, todos temos direito a ter opinião pessoal sobre tudo. Absolutamente de acordo, dr. Miguel Sousa Tavares. Só que, na hora de influenciar consciências, parece que é como naquele caso dos iguais de George Orwell, uns têm mais direito do que outros.
Já agora, no caso dos terminais de contentores de Alcântara, quem é que teve a mesma oportunidade do dr. Miguel Sousa Tavares para expressar opiniões pessoais e mobilizar meios de comunicação social para expressá-las? Por exemplo, os estivadores, que legitimamente defendem os seus interesses, tiveram?…
Posted by Fernando at 18:16:18 | Permalink | No Comments »